Dica do Consultor: Hilton Alexandre alerta sobre o uso do Inova Simples para criação de startups
- Taysa Assis

- 15 de abr.
- 2 min de leitura

A formalização de uma empresa é um dos primeiros marcos na trajetória de uma startup, especialmente no contexto de negócios de base tecnológica. Recentemente, o regime do Inova Simples trouxe avanços relevantes ao simplificar o processo de abertura de empresas inovadoras, permitindo a obtenção rápida de CNPJ e a inserção em um modelo jurídico mais alinhado à realidade desses empreendimentos, com menos burocracia e maior agilidade operacional.
No entanto, embora o Inova Simples resolva de forma eficiente a etapa inicial de registro, é preciso ficar atento aos aspectos estratégicos essenciais para a sustentabilidade do negócio. O consultor do Programa de Incubação da TEC Incubadora e sócio da Monest Consultoria, Hilton Alexandre, pontua que, após a formalização, é comum que empreendedores se deparem com uma lacuna: a ausência de direcionamento sobre decisões fiscais e tributárias. A escolha do regime tributário — como Simples Nacional ou Lucro Presumido — exige análise criteriosa, considerando variáveis como modelo de negócio, estrutura de custos, eventual folha de pagamento e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“Não existe uma solução padrão aplicável a todos os casos. Decisões tomadas sem o devido planejamento podem gerar impactos financeiros significativos no futuro. Um exemplo recorrente é a escolha inadequada do regime tributário, que pode limitar a flexibilidade da empresa, já que alterações, em muitos casos, só podem ser realizadas no início do exercício fiscal seguinte”, destaca o contador. “Além disso, há o risco de desenquadramento do Simples Nacional sem o devido monitoramento, o que pode ocorrer à medida que a empresa cresce e ultrapassa os limites estabelecidos”, alerta.
Outro ponto de atenção é o limite de faturamento previsto no âmbito do Inova Simples, que pode ser rapidamente superado dependendo da estratégia e do ritmo de crescimento da startup. Esse cenário reforça a importância de um acompanhamento contínuo, capaz de antecipar riscos e orientar ajustes necessários ao longo da jornada empresarial.
“Diante desse contexto, a abertura da empresa deve ser compreendida não como um fim, mas como o início de um processo que envolve decisões sucessivas e interdependentes. O suporte especializado ao empreendedor, desde os primeiros passos, contribui para uma gestão mais segura e eficiente, reduzindo a exposição a passivos fiscais e ampliando as chances de consolidação do negócio. A orientação contínua é um elemento estratégico para transformar a formalização em um vetor de crescimento sustentável.”, ressalta Hilton.








