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  • Foto do escritorKamilla Póvoa

MataAedes: armadilha brasileira mata mosquito da dengue e custa R$ 25



Pesquisadores brasileiros alcançaram um avanço significativo no controle de pernilongos e do temido Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Chamada de MataAedes, a nova ferramenta desenvolvida por startup da TEC incubadora, promete ser uma solução eficaz e amigável ao meio ambiente, por apenas R$ 25.


O MataAedes, concebido por uma equipe liderada por Adriano Rodrigues de Paula, destaca-se por sua simplicidade de uso e baixo impacto ambiental. Segundo o pesquisador, o produto é totalmente seguro para o meio ambiente e animais.


"Não é tóxico para o meio ambiente e para os animais. A armadilha é fácil de usar. Depois aberta, pode ser colocada em cima de um móvel e já estará matando os mosquitos adultos. A armadilha funciona por 30 dias, durante dia e noite, matando os mosquitos. E depois precisa ser trocada, mas é descartável e 100% biodegradável e, então, apresenta vantagens promissoras em relação aos produtos no mercado atualmente", disse um dos autores da pesquisa.




Desenvolvido à base de um fungo, o mecanismo atrai e mata mosquitos em até 48 horas, de acordo com o pesquisador.


"O fungo é um inimigo natural de insetos, encontrado comumente nas florestas. Nossa startup isolou esse fungo, cultivou no laboratório, e fez uma formulação para ser utilizada nas nossas armadilhas, para controlar mosquitos adultos. A armadilha simula um ambiente perfeito para o mosquito se esconder e descansar. Mas os eles acabam morrendo por causa da contaminação do fungo que está dentro da armadilha", falou.


Adriano explica que foram mais de 10 anos de testes, análises, monitoramento, controle biológico e resultados positivos.


"E os resultados são animadores. Residências que recebem armadilhas com fungo têm redução de mais ou menos 80% da população de mosquitos, comparando com as residências que não recebem armadilhas com fungo. É mais uma ferramenta para o controle dos mosquitos Aedes aegypti e pernilongo, e deve ser utilizada com outras estratégias para o controle desse vetor, como a eliminação de criadouros a colocação de telas em janelas. A diminuição da população de mosquitos, consequentemente, reduzirá os índices de dengue, zika e chikungunya."


O estudo recebeu apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e foi testado em mais de 200 residências, estabelecimentos comerciais e espaços públicos em Campos dos Goytacazes e Barra de São João.


Tecnologia pode ser adquirida aqui: https://www.mataaedes.com.br/comprar



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